Certa noite, eu estava assistindo televisão na sala. E como em toda época de chuvas, as casas ficam cheias de insetos. Estava passando a novela, quando o meu gato perseguia uma barata. Quando a barata percebeu que não poderia escapar, parou de se mexer. O gato brincou só mais um pouco e foi embora, alguns segundos depois a barata voltou a se mexer e fugiu. Isso aconteceu várias vezes e achei muito estranho. Em toda minha vida, nunca havia visto baratas fingindo-se de mortas.
Poderiam as baratas da minha casa fazerem parte de um novo elo evolutivo de baratas? Eu decidi investigar.
Dia #1.
Peguei o meu gato e levei até o quintal, onde havia algumas baratas. Coloquei-o perto de três baratas que estavam juntas. O gato atacou. Depois de um tempo tentando escapar, as baratas ficaram paralisadas. Retirei o gato, e esperei, as baratas voltaram a fugir.
Dia#2.
Decidi testar se apenas as baratas da minha rua tinham essa característica. Lembrei que perto de casa havia uma casa com milhares de gatos. Eu acho que é proibido, mas o dono ou a dona da casa cria uns 30 gatos. As baratas da rua também fingiam de mortas.
Conclusão
Com a grande quantidade de gatos que vivem próximos a minha casa, o número de ataques a baratas aumentaram. A minha teoria é de que uma barata desenvolveu uma doença genética muito rara que fazia com que ela desmaiasse em situações de risco. Essa barata pode ter sofrido constantes ataques de gatos e sobrevivido. Ao voltar para o bueiro onde vivia, a barata se reproduziu passando os genes da doença para seus descendentes.
Portanto, os gatos da minha rua e a doença genética adquirida pela barata fizeram com que surgisse uma nova espécie de baratas, mais preparadas para situações difíceis.
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